Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 02/01/2021

O conceito de entropia, da física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne à pandemia global de coronavírus, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão, tal que a população ignora as regras do isolamento e o governo não é capaz de conter a pandemia e a estabilidade financeira. Nesse sentido, evidencia-se um cenário drástico na economia, em razão da falta de planejamento governamental e do individualismo social.

Em primeira análise, é preciso atentar para o não planejamento do governo brasileiro diante de crises econômicas. Sob essa lógica, dados publicados pelo Instituto Getúlio Vargas comprovam que o investimento no Brasil é baixo e configura-se como o menor nos últimos 50 anos. Dessa forma, nota-se que o Estado não se organiza para se manter durante situações graves, como uma pandemia mundial. Assim, sem planejamento financeiro, é impossível que o país não se abale em crises, o que pode ser comprovado pela disseminação de covid-19 em 2020, que abalou as estruturas econômicas do país.

Em segundo plano, o egocentrismo da sociedade se faz terreno fértil para a propagação do desequilíbrio monetário durante a pandemia. Nesse contexto, Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, defende que a sociedade pós-moderna é altamente influenciada pelo individualismo. Por esse ângulo, pode-se apontar como causa da continuidade da disseminação do vírus o egoísmo dos indivíduos que podiam se manter isolados, evitanto a contaminação e, ainda assim, optaram pela aglomeração. Desse modo, carecendo o respeito pela quarentena, a pandemia se extendeu por mais tempo no Brasil, causando maior dano à economia do país.

Torna-se evidente, portanto, que a pandemia de coronavírus causou impactos extremos na economia brasileira. Para reverter essa situação, faz-se necessário que o governo brasileiro seja mais atuante na determinação de regras sobre o isolamento social. Visto isso, o Estado deve aumentar a fiscalização nas ruas, proibindo passeios desnecessários e multando os indivíduos que se recusarem a respeitar a quarentena. Isso pode ser feito com a adição de mais guardas civis nos locais de maiores movimentações e, principalmente, nas cidades mais afetadas pelo vírus. A partir dessas ações, espera-se que haja uma redução considerável na propagação da doença, e consequentemente, o fim da pandemia e a melhora da economia brasileira.