Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 11/08/2021

As pandemias estiveram presentes em muitos momentos na história humana. No século XX, pós Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola desencadeou muitos problemas, tanto de ordem sanitária, como também econômica. Analogamente, no Brasil, com a disseminação da COVID-19, as pequenas e médias empresas foram as mais afetadas, e como essas possuem grande poder de instaurar uma crise, necessitam de ações do Estado.

Nesse viés, é de suma importância destacar que grande parte do mercado é compostos por pequenas e medias empresas. A exemplo do Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae, em 2018, as micro empresas representavam cerca de 27% do PIB nacional. Nesse sentido, com o espargimento do novo coronavírus, muitos comércios passaram a sentir dificuldades econômicas, haja vista que por haver uma diminuição no consumo da população, há em seguida uma queda na receita das empresas afetadas. Ainda, com a falta de incentivos governamentais aliada ao baixo rendimento, vê-se o risco de falência maior entre os estabelecimentos menores.

Salienta-se ainda que a economia da nação como um todo é afetada. De acordo com o conceito de teia alimentar, da biologia, o ecossistema é formado por vários animais, e caso um desses sofra uma complicação, todos serão afetados. Semelhante à sociedade econômica, os danos que são causados nas pequenas e médias empresas afetarão parte de uma cadeia financeira, podendo resultar em uma crise. Nessa perspectiva, se há uma queda no consumo dessas empresas, há também na produção, que leva à menor receita da indústria, que por conseguinte diminui os custos – cortando funcionários, por exemplo -, levando à sociedade a consumir menos, fechando um ciclo voraz à economia. Infere-se, portanto, que os empreendedores em questão necessitam de apoio financeiro do Estado.

Desse modo, o impacto nas pequenas e médias empresas precisa ser mitigado para que se evite danos maiores. Assim, urge a necessidade de ações por parte do Governo Federal (órgão máximo da nação), que por meio da utilização de impostos arrecadados pelas micro empresas, distribuirá uma renda extra à população, a fim de estimular o consumo e, dessa maneira, evitar o ciclo depreciativo da economia. Somente assim, será possível que os governos controlem os impactos financeiros da pandemia, e as sequelas dessa crise serão apenas mais uma página da história, como foi o período da Gripe Espanhola.