Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/10/2022
A obra cinematográfica “O Retorno de Mary Poppins” relata a história de Mary, uma babá que é contratada para tomar conta dos filhos de uma família que sofre com os efeitos da crise econômia de 1929, a Grande Depressão, e tenta ajudá-los a enfrentar esse delicado momento. Concomitante a isso, no Brasil, torna-se crescente a preocupação sobre os impactos da pandemia do coronavírus na economia. Nessa perspectiva, tais desafios devem ser analisados de imediato: o aumento do índice de desemprego e da pobreza no país.
Em primeira análise, é relevante abordar que o trabalho é um bem de valor social. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, dentre os direitos que asseguram o bem-estar e a dignidade dos indivíduos, está o acesso ao mercado de trabalho, visto que é através do trabalho que os homens garantem seu sustento. Contudo, a realidade mostra-se justamente o oposto e o resultado desse contraste pode ser refletido no cenário atual, o qual sofre com o aumento da taxa de desemprego em decorrência da pandêmia, que desequilibrou a economia e o mercado de trabalho no Brasil.
Ainda, faz-se mister ressaltar outra mazela econômica proveniente da pandemia: a ampliação da pobreza. Segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”, a falta de solidez nas atuais relações humanas culmina na transferência do ideal de melhoria como melhoria coletiva para o de ascensão própria, fenômeno que corrobora com a apatia social sobre as parcela mais vulnerável da população que sofre com o prelúdio e a intensificação da pobreza em decorrência da crise econômica advinda do cenário em questão.
Em suma, os impactos da pandemia na ecomia são reflexos da postual social. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para contornar a situação. Urge que o Ministério do Trabalho e da Previdência, por meio de verbas governamentais adequadas e profissionais qualificados, promova propostas de trabalho para a população que sofre com o desemprego, no intuito de ajudá-los a garantir seu meio de subsintência financeira. Ademais, o setor midiático,com auxílio estatal, deve fomentar campanhas e propagandas a fim de conscientizar a sociedade quanto as aflições que a população carente enfrenta diante esse difícil cenário.