Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 23/03/2020
Debater sobre cotas nas universidades públicas sempre foi muito polêmico, pois muitos concordam que elas auxiliam na inclusão, porém outros consideram um atraso no progresso universitário. Assim, deve-se analisar se as cotas são valorizadas pelos ingressantes em universidades públicas e, se elas atrapalham o desenvolvimento das universidades ou não.
O Brasil esteve historicamente atrasado para tomar medidas contra o racismo e, ainda temos isto se refletindo nos dias atuais. Felizmente, os novos ingressantes no ensino superior contam com o auxílio de cotas raciais e sociais, que são devidamente valorizadas uma vez que, pesquisas da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), realizadas em 2003, apontam que os estudantes cotistas possuem desempenho superior aos que ingressam pela ampla concorrência.
Desta forma, pode-se inferir que os estudantes cotistas se dedicam e valorizam suas vagas. Ademais, as cotas abrem espaço para aqueles que não poderiam pagar pelo ensino superior particular e, ficariam sem continuidade de ensino após conclusão do nível médio.
Portanto, o sistema é eficiente, inclusivo e possui sua relevância social, somando pessoas que, possivelmente, não teriam ingresso no ensino superior. Isto acabaria com os sonhos de muitos e reduziria a oferta de profissionais bem qualificados e dedicados. Assim, mantê-lo é fundamental.