Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 03/07/2020
De acordo com a ciência, os seres humanos não são divididos em raças, pois esse termo é inexistente quando se trata de pessoas. Devido a isso, conclui-se que todos possuem a mesma capacidade intelectual para ingressar nas universidades. Logo, é importante que o Governo invissta na educação e na infraestrutura das escolas.
Primeiramente, conforme o site “todos pela educação”, nas escolas públicas brasileiras, 60% dos jovens não aprendem o adequado em português e matemática. Assim, os alunos dessas escolas serão prejudicados ao tentarem ingressar na faculdade, pois o ensino ao qual estão sendo expostos é desqualificado. Desse modo, as cotas atrapalham o desenvolvimento do ambiente educacional público, pois tanto os alunos quanto a população terão a falsa sensação de que, mesmo com essa dificuldade na aprendizagem, estarão sendo beneficiados pelas cotas.
Em segundo lugar, a infraestrutura de ambientes públicos em si já é precária, nas escolas não é diferente, consoante ao site do MEC (Ministerio da Educação) ainda há muito o que melhorar, principalmente nas salas de aulas. Em virtude da falta de investimento na estrutura escolar, a criança e o adolescente se encontram em um local com cadeiras quebradas, um local quente, com ventiladores barulhentos e pouca organização na distribuição de alunos por sala. Em resumo, o aluno não possui um local adequado para o estudo e o professor também não possui um ambiente favorável, dificultando o rendimento na aprendizagem.
Portanto, é notório que as principais ações que geram desigualdades entre os grupos sociais é a falta de investimento na educação e infraestrutura. Por conseguinte, a intervenção do governo em conjunto com o MEC para investir na educação pública é essencial, e, dessa maneira, diminuir a desigualdade. Em suma, é visto que a falsa sensação de “igualdade” causada pelas cotas se torna um retrocesso no momento em que o indivíduo não enxerga os problemas nos quais está exposto e não luta pelo seu direito de cidadão de possuir uma educação qualificada.