Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 06/07/2020
As cotas em universidades, sem dúvidas, são essenciais para a amenização da desigualdade hodierna no país, no entanto, precisam de alterações emergenciais. Mudanças, essas, que as deixem mais justas e fáceis ao alcance dos vestibulandos que realmente necessitam dela. Desse modo, a busca por um Brasil melhor deve começar, primeiramente, pela educação.
Em primeiro lugar, para o filósofo prussiano Immanuel Kant, o indivíduo é o que a educação faz dele. Partindo desse princípio, as cotas devem ser mais acessíveis aos alunos de escolas públicas, pois, como o sistema público de ensino é falho e defasado, os alunos não devem ser afetados por um erro que não lhes pertence. Infelizmente, o sistema contemporâneo de cotas é falho e, alunos que não precisam dele acabam beneficiando-se deste, e tornam tudo ainda mais difícil pra quem realmente precisa.
Em segundo plano, mas não menos importante, de acordo com a constituição brasileira, todos os indivíduos são iguais. Nesse sentido, qual a intenção das universidades ao colocar sistema de cotas para negros e pardos? Isso, sem dúvidas, é um retrocesso. Porque ao fazer isso, as faculdades referem-se a essas pessoas como diferentes, e isso não é aceitável.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve destinar verbas para a criação de um órgão que seja responsável pela fiscalização das cotas das universidades. O sistema de cotas deve receber uma atualização, os métodos anti-fraude devem ser melhorados, assim, dificultando a violação dos mesmos. Esse aperfeiçoamento deve ser feito por meio de análises e testes de novos métodos. Com relação à cota direcionada aos indivíduos negros e pardos, ela deve ser retirada, pois não é coerente à constituição federal. As cotas aceitas devem ser escola pública e baixa renda. Assim, espera-se que as fraudes e os debates sobre as cotas sejam freados no Brasil.