Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 09/07/2020

As cotas nas universidades divergem opiniões quando falamos se é uma questão de inclusão ou retrocesso. Elas funcionam de maneira que negros, indígenas e pessoas de baixa renda tenham uma porcentagem de vagas destinadas para elas, entretanto alguns problemas são apresentados, como pessoas que falsificam documentos e entram como falso cotista e aqueles que discordam desse sistema gerando casos de racismo.

De inicio vale ressaltar que as cotas são a maneira de dar oportunidade as minorias, quando levamos em conta que seus antecedentes foram escravizados e inferiorizados sendo largados sem oportunidade e moradia após a abolição da escravatura em 1888, devemos pontuar que muitos apresentam gerações antecedentes sem ensino superior, sendo assim os primeiros com essa oportunidade através da inclusão da cota.

Além disso estatísticas classificam escolas privadas com melhor ensino de educação onde pequeno grupo de alunos fazem parte da minoria, então, alunos brancos e classe média alta fazem parte daqueles com melhor ensino e consequentemente passando nas melhores e mais concorridas universidades, as públicas. Quando colocamos em questão esses mesmos alunos com alunos negros de escolas públicas para concorrer por vagas em universidades acaba gerando um certo preconceito racial pelo fato de alguns considerarem que as cotas são benefícios que tiram as suas vagas.

Ademais recentemente grande número de alunos brancos se matricularam nas faculdades com cotas raciais, falsificando documentos, universidades como a UFTM (universidade federam do triângulo mineiro) registram grande número de falsos cotistas que foram expulsos do campus.

Perante os problemas apresentados cabe aqueles que coordenam as universidades fiscalizar o uso de cotas através de questionamentos socioeconômicos e através da receita federal pelo imposto de renda, assim menos casos como da UFTM vão se repetir, quando existem falsos cotistas além de falsificação de documento é tirada a vaga daqueles que tem ela por direito. A cota deve ser um assunto debatido nas salas de aulas dês de o ensino fundamental mostrando-a como inclusão e oportunidade, não como privilégio, abordar de maneira que mostre sua importância perante a história,  fazendo assim que essa não seja uma questão de racismo, privilégio ou retrocesso e sim de inclusão e igualdade.