Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 11/08/2020

Nos Estados Unidos, em 1960, surgiu a reserva de vagas para promover igualdade, porém foi abolida em 2007 com o presuposto de que não atingiu seu objetivo. No Brasil, tem a Lei de cotas - 12.711/2011- que beneficia alunos negros e de escola pública. Entretanto, as cotas -apesar de facilitar o acesso à universidade pública- são instrumentos que contribuem para a desigualdade social e para o “maqueamento” da situação do ensino público brasileiro. Assim, faz-se necessário que medidas sejam tomadas.

Em primeira análise, o sistema de cotas contribui para a desigualdade social, pois o mesmo separa os alunos em raças e segundo o artigo 5º da Constituição Federal brasileira somos todos iguais, sem distinção de qualquer natureza. Além disso, como o Brasil é um país de alta miscigenação cultural não podemos distinguir, com certeza, branco e negros. Mas também, é visível que as cotas não funcionam um exemplo foi nos Estados Unidos que a reserva de vagas foi abolida por não ter funcionado. Com isso, é percetível que as cotas não contribuem para uma sociedade mais igual.

Ademais, as cotas servem como um “tapa buraco” na educação pública. Com a educação em situação precária a maioria dos alunos sairá despreparado para o ensino superior e com isso a qualidade do ensino cairá. Diante disso, é visivel que as cotas são prejudiciais a todos, pois além de maquear o ensino público ela diminui a qualudade do superior com os alunos despreparados.

Logo, o Ministério da Educação deve criar programas e cursos a distância com o objetivo de ajudar os alunos do ensino público básico e ensino médio para que assim os alunos sejam melhor qualificados e preparados para o ensino superior. Ademais, deve também trabalhar no processo de desburocratização do ensino básico para que seja mais rápida a troca de professores e que os materiais escolares chegem de maneira rápida. Espera-se que com essas ações consigamos atingir uma sociedade mais justa.