Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 08/09/2020

Segundo a filósofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que tange as chamadas políticas de cotas, isto é, oportunidades a grupos de pessoas desfavorecidas por uma série de situações e têm como soluções tanto as cotas raciais quanto as cotas sociais.

A priori, vale ressaltar que no século XV, negros africanos eram trazidos ao Brasil com o intuito de suprirem a necessidade de mão de obra escrava. Nesse sentido, enraizado caracteristicamente como uma população inferior na sociedade, séculos mais tarte tais indivíduos sofrem de preconceito, influenciando diretamente sua inclusão em meio social e, por consequência, fazendo com que a população branca tenha privilégios em detrimento a negra. Sendo assim, com tal situação, houve a necessidade de criação de cotas raciais em universidades que incluem negros, pardos e indígenas.

A posteriori, também com a necessidade de inclusão social, estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas estariam fazendo parte de vagas destinadas a cotas. Logo, a má qualidade do ensino público, juntamente com a impossibilidade de arcar com mensalidades em uma universidade são fatores que corroboram para sua existência. Dessa forma, com o ensino defasado e esse o abismo existente no país, as cotas sociais servem de esperanças para indivíduos vulneráveis.

Diante da situação, faz-se necessário que o Estado modifique suas políticas de ensino, como é o caso de uma nova capacitação de seus professores semelhante à realizada aos do ensino privado, e também a utilização dos meios tecnológicos e de comunicação em salas de aulas. Neste viés, fará com que o aluno da rede pública tenha além de uma ajuda mais ativa do seu professor, como também a possibilidade de um pensamento mais critico com pesquisas que o ajudará no seu desenvolvimento.