Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 10/09/2020

DEMOCRATIZANDO A EDUCAÇÃO

Políticas afirmativas são medidas cujos objetivos são de eliminar as desigualdades acumuladas historicamente, e garantir a igualdade de oportunidades e tratamento. No Brasil, o exemplo mais comum é o sistema de cotas. Este possibilita a democratização do acesso à universidade, além de promover a diversidade étnica em profissões dominadas por brancos.

Em primeira análise, é de suma importância o ingresso ao ensino superior, uma vez que, para que alguém adquira um emprego bom, é necessário que este indivíduo tenha uma graduação. Por um fator histórico, negros e pardos foram afastados da escola superior, entretanto, após o sistema cotista, subiu de 22,2% para 11% o número de pardos em faculdades, e de 1,8% para 8,8% o número de negros, de acordo com o Ministério da Educação, uniformizando, aos poucos, as oportunidades educacionais.

Outro aspecto proposto pelas cotas é o aumento de negros e pardos, em áreas dominadas por brancos. Ao terem maiores chances de graduarem-se, negros e pardos ganham, cada vez mais, espaço na sociedade brasileira, podendo formarem-se em áreas dominadas pela elite, como, por exemplo, Medicina. Conforme essas mudanças vão ocorrendo, diminuem-se as disparidades raciais e sociais existentes no Brasil.

Portanto, é necessário a inclusão de negros e pardos no sistema educacional, e no mercado de trabalho. Sendo assim, a fim de uniformizar o acesso à educação, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de leis e decretos, aumente o número de cotas em universidades. Ademais, o Governo, junto ao Ministério da Educação, melhore a qualidade do ensino básico, com professores mais bem qualificados, e materiais completos, diminuindo,  assim, as desigualdades raciais no campo educacional brasileiro.