Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 28/11/2020
As cotas dever ser tratadas na atual conjuntura brasileira como uma realidade merecedora de maiores atenções, uma vez que possibilita uma inclusão no acesso ao ensino superior. Nesse sentido, dois opostos tornam–se relevantes: a importância social e a negligência governamental.
Em primeiro plano, deve se tratar do relevante papel das cotas como agente transformador da sociedade brasileira. Devido ao passado escravocrata, no Brasil, o racismo estrutural e a desigualdade social prejudica o acesso á educação de inúmeros cidadãos. Contudo, estudos feitos pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas mostram que em 2016 houve um aumento de 19% no número alunos negros e pardos matriculados em universidades com relação a 2011. Esse aumento trouxe uma mudança significativa na vida de milhares de brasileiros que puderam tornar possível o sonho de entrar na universidade. Tal fato, ilustra a importância das cotas como ferramenta de inclusão social.
Em segundo plano, a negligência governamental é outro fator passível de crítica. Apesar do sistema de cotas ter ajudado a aumentar o número de egressos na universidade, a educação pública ainda enfrenta dificuldades, mesmo com as ferramentas de inclusão. Essa realidade é evidenciada na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE-, pois indica que apenas 36% dos alunos que completaram o ensino médio em escola pública entraram na faculdade. Dessa forma, medidas são necessárias para que o acesso a educação seja mais igualitário.
Assim, para que se atinja a equidade na educação brasileira é necessário isto: que o Ministério da Educação invista em encontros mensais, para alunos de escolas públicas. Essas reuniões seriam voltadas para resolução de questões e de assuntos mais cobrados pelo Exame Nacional do Ensino Médio -ENEM-, a fim de aumentar o suporte ofertado pelo ensino público, e garantir uma qualidade semelhante com as instituições de ensino privado.