Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 16/11/2020

Apesar de bonita na teoria, a abolição da escravidão não foi feita por empatia dos senhores de terra aos negros, mas pela imposição da Inglaterra que queria trabalhadores assalariados que formassem seu mercado consumidor e fortalecida depois por um ideal positivista que trazia ideias racistas de ‘’embranquecer’’ a população. Com isso os ex-escravizados foram praticamente descartados, sem assistência ou preocupação em inseri-los de uma forma digna na sociedade depois de tanto sofrimento e exploração.

Apesar da abolição da escravidão, o racismo nunca foi abolido. Por isso é impossível falar em oportunidades iguais ou meritocracia quando o assunto são oportunidades para negros e brancos. É histórica a diferença de oportunidades e exclusão, até hoje negros são a maioria em comunidades pobres, são maioria nas escolas públicas onde não recebem ensino competitivo pré-vestibular e muitos nem conseguem estudar pois precisam ajudar na renda da famíliar.

As cotas raciais são uma das formas de reparar esse dano causado pela escravidão, é uma maneira de diminuir a segregação racial ainda tão forte na nossa sociedade e dar as minorias uma oportunidade de finalmente se inserir na sociedade de forma digna, o que deveria ter sido feito a muitos séculos atrás. As cotas não tiram a chance do branco entrar na universidade, mas dá  oportunidade ao negro e ao branco de entrarem.

Diante disso, é  evidente a importância das cotas na sociedade atual como forma de reparar segregação história, mas também é necessário que o governo através do MEC invista em uma educação pública de qualidade, pois não só os negros e indígenas são excluídos, mas também pobres. Além disso é importante que as escolas através da disciplina histórica ensine aos alunos a segregação e exclusão histórica das minorias e a importância das ações sociais, como as cotas, nas vidas dessas pessoas.