Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 17/11/2020
Conforme a primeira Lei de Newton, a da inércia, a qual afirma que um corpo tem de permanecer em movimento até que uma força externa suficiente atue sobre ele mudando de percurso, as cotas na universidade: Inclusão ou retrocesso? é um problema que persiste na sociedade há muito tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, a combinação de fatores como contexto histórico e as questões da desigualdade racial e social acabam por contribuírem para a situação atual.
Em primeira análise, cabe pontuar o contexto histórico, que trouxe as necessidades das cotas nas universidades. A escravidão no Brasil foi implantada no início do século XVI, negros africanos foram capturados em processões portuguesa e obrigados a trabalhar para senhores de engenhos. No entanto, em 1888, a princesa Isabel implementou a Lei Áurea que proibiu a escravidão no país. Mesmo assim, os negros continuaram sendo vitimas de um sistema escravista, pois não tinha sido criado uma politica de inclusão para eles, como estudos, moradias, empregos e identidade. Por esse motivo, os mesmos tiveram que voltar a trabalhar para os seus senhores, em troca de moradia e comida.
Além disso, convém frisar que a desigualdade racial e social contribuíram para essa problemática. As cotas é uma forma de incluir a sociedade negra e indígena nas universidades, no mercado de trabalho e nos espaços públicos. Assim, os beneficiados pelas cotas recebe a oportunidade de lutar, mais preparados, na hora de procura emprego, o qual se encontra em um crescente processo de procura por profissionais altamente qualificados. Apesar disso, a desigualdade ainda continua na sociedade, referindo-se as escolas públicas que não possui um sistema educacional eficaz para preparar os jovens (negros e indígenas), na hora de ingressar em uma universidade. Diante disso, percebe-se a importância de politicas sociais no país.
Dessa forma, são necessárias forças externas capaz de mudarem o percurso dessa problemática no Brasil. Portanto, é de suma importância que o Poder Legislativo, juntamente ao Poder Judiciário, crie um novo sistema para melhorar as cotas nas universidades dando mais oportunidades aos negros e indígena, realizados por especialistas da área educacional, a fim de pagar a divida histórica da sociedade brasileira. Também, o Ministério da Educação, aliado ao Poder Executivo, desenvolva demandas para o investimento da educação nas escolas públicas auxiliados por diretores, capaz de combater a desigualdade social e racial, igualar oportunidades e oferecer educação de qualidade a todos os jovens. Só assim, as cotas será entendidas como um passaporte para um país igualitário, distante da exclusão.