Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 02/12/2020
A questão das cotas ser um fato de inclusão ou retrocesso na sociedade é um assunto que tem ganhado repercussão atualmente, uma vez que o objetivo em que foram criadas ainda não foi solucionado. Nesse parâmetro, tem-se que as cotas tem por finalidade incluir uma massa social excluída de benefícios, sendo ela os negros, pardos e indígenas e, também, os de renda social baixa. Com isso, cidadãos que não possuem acesso à um ensino superior por conta de suas debilidades podem ser contemplados com esse benefício, fazendo com que as vagas fornecidas seja de caráter justo para todos de acordo com as possibilidades de cada um.
Diante disso, um dos impasses para a dificuldade de entrada de negros nas universidades foi o processo histórico em que passaram, visto que, eram ligados somente à imagem de escravos, e não de uma figura superior. Nesse ínterim, pode ser notado o racismo ainda presente no período hodierno, isso posto, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2016, 51% da população brasileira era negra, incluindo pardas e, desse valor, somente 2% dessa população era rica. Sendo assim, nota-se que o pensamento sobre os negros no contexto atual não mudou e o racismo ainda é predominante no país. Desse modo, é necessário um método eficiente para que tais indivíduos recebam seu merecido reconhecimento por toda má experiência vivida até o século atual.
Nesse sentido, a inclusão não se torna diferente na questão de renda, posto que, é regular no Brasil um estudante de escola pública ingressar em uma universidade particular e um estudante da rede privada conquistar uma faculdade pública. Assim sendo, esse paradoxo é solucionado por meio das cotas, dado que, no ano de 2012, no governo Dilma, foi sancionada a lei em que decreta que 50% das vagas das universidades devem ser fornecidas para estudantes da rede pública. Dessa forma, a cota é um método inclusivo e eficiente de retirar a desigualdade do contexto atual, uma vez que as vagas destinadas serão disputadas por pessoas com perfis semelhantes e não com indivíduos formados em ensinos superiores, os quais, somente indivíduos da elite conseguem o adquirir.
Portanto, medidas são necessárias para o aprimoramento desse processo, com o objetivo de tornar as cotas um fator de inclusão na sociedade atual. Para isso, é dever do Estado fornecer nas escolas públicas o devido acompanhamento aos alunos que irão ingressar nas universidades, informando sobre como ter acesso à esse meio, como participar e optar por esse direito, tudo isso, por intermédio de campanhas e palestras, com o fito de evidenciar a necessidade da presença desses futuros universitários no século presente. Dessarte, problemas sociais como racismo e desigualdade serão amenizados, posto que, as vítimas desse problema estarão sendo representadas na sociedade vigente.