Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 24/11/2020

No caminho da luz todos são iguais

Na História, o início do século XVI foi demarcado pelo começo da escravidão brasileira, relatando-se a inferioridade dos negros nesse período. Dessa forma, as cotas nas universidades, corroboram para a luta de inclusão social desse nicho na sociedade. Com isso, denuncia-se a escassez na educação pública e o preconceito mascarado na atualidade.

A recusa com os negros configura como um grande regresso na sociedade. À medida que essa conduta torna-se presente, dificulta a inclusão social, de tal forma que esse problema é passado automaticamente para gerações futuras, fortificando esse mal que perdura há anos. O cantor de rap Emicida, na música Principia citou " No caminho da luz, todo mundo é preto", dentro desse cenário, denuncia-se essa discriminação racial que os negros ainda sofrem para estabelecer a igualdade racial.

Soma-se a recusa mascarada, a escassez existente na educação pública, combustível para a intensificação desse problema. Nesse âmbito, não qualificar os alunos dentro das escolas, dificulta a conquista para um bom cargo no mercado de trabalho, sendo essa uma das lutas pelos negros. O filósofo John Locke mencionou em suas defesas, a educação, como alicerce imprescindível para a formação de um indivíduo na sociedade, dentro desse contexto, as cotas faz-se necessárias para obrigação de inserção social dessa população.

O preconceito mascarado e a escassez na educação pública, são os principais motivos para a lei de cotas em universidades possuírem fundamentos para politicas inclusivas e igualitárias. Afim de estabelecer igualdade social e romper as condutas discriminatórias aos negros, que perduram desde o período da escravatura.