Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 23/11/2020

É notável que as cotas em qualquer processo seletivo, principalmente os para ingresso em universidades, é algo primordial para reduzir a desigualdade social, pois, elas proporcionam maiores chances de pessoas com etnias diferentes ingressar nas universidades, porém, ainda há muito debate à cerca da integridade dessas medidas, pois há muitas pessoas que defendem que isso favorece pessoas mais desinteressadas a ocuparem as vagas de pessoas que se esforçam mais.

Por um lado, há sim pessoas que se aproveitam dessa oportunidade para tomar a dianteira sobre as demais que não podem usar tal benefício, como por exemplo em vagas muito concorridas, onde o participante cotista leva vantagem por concorrer a determinado número de vagas com pessoas que se enquadram no mesmo grupo social que ele, com isso, acaba por gerar um certo grau de desigualdade com as pessoas que não tem a oportunidade de usufruir desse benefício.

Por outro lado, há também as pessoas que fazem o uso correto desse benefício, que são, além dos estudantes de escolas públicas, os negros, que desde o abolicionismo têm sido marginalizados pela sociedade, pois, após tal evento, os mesmos foram largados à deriva na sociedade e não tiveram nenhum apoio do governo para sobreviver, e hoje, tanto os negros quanto os alunos de escola pública, não tem condições de ter o mesmo preparamento que um aluno de escola particular para participar de concursos.

Diante disso, é correto afirmar que, o sistema de cotas não é um retrocesso e sim um avanço para a sociedade brasileira, pois a mesma, dessa forma, promove a inclusão social. E não é exagero dizer que o governo deve ampliar a visão para as pessoas em maior vulnerabilidade social, pois, principalmente com os negros, o Brasil tem uma grande dívida histórica. Conclui-se então que, criando mais programas que possam favorecer essa classe de pessoas, o país se tornará mais justo e igualitária à todos.