Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 18/11/2020
Na série espanhola “Elite”, produzida pela Netflix, mostra o drama de jovens de uma renomada escola com a chegada de novos alunos de baixa renda, cuja escola antiga - que era pública - desabou por conta da incompetência da construtora. Diante do ocorrido, os novos alunos sofrem preconceitos e bullying por serem de classe social e etnia, no caso da Nadia, diferentes e desenvolvendo vários conflitos. Além da ficção, pessoas de baixa renda e de outras etnias ou cor, sofrem dificuldades em si instalarem no âmbito educacional, principalmente em universidades, uma vez que o racismo e as desigualdades sociais contribuem para que a inclusão seja utópica.
Primeiramente, no século XIX eclodiu o imperialismo, em movimento em que as grandes potências industriais dominavam e exploravam os continentes africano e asiático com o discurso do darwinismo, afirmando que a cor branca era a raça superior aos demais. Tal contexto histórico causou grandes conflitos, e aumentando cada vez mais o preconceito racial, desmerecendo as outras pessoas. Diante disso, com o objetivo de atenuar o problema, as cotas raciais surgiram com o objetivo de inclusão social como forma de reparar o problema, uma vez que dados afirmam que pretos e pardos ainda são minoria em universidades. Apesar da tentativa, há de se afirmar que o preconceito ainda existe e é necessário que o governo intervenha para mudar a realidade.
Outrossim, de acordo com o a Constituição Brasileira “um dos objetivos fundamentais é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. No entanto, é perceptível que as desigualdades sociais são muito aparentes, uma vez que as escolas públicas não possuem um bom desenvolvimento quanto as particulares, deixando assim, os estudantes de baixa renda com mais dificuldades de conquistar uma vaga em universidade pública.
Portanto, as cotas na universidades são de grande importância , uma vez que garantem inclusões de pessoas com problemas de renda e sociais. Diante disso, é necessário que o Governo Federal amplie o número de vagas tanto cotas quanto ampla concorrência, para que haja mais estudantes inclusos na vida acadêmica, e ainda, bolsas de estudos gratuitas em faculdades particulares para que se tenha maior inclusão social.