Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 18/11/2020
Um dos temas mais discutidos na atualidade é a questão das cotas nas Universidades, visto que, a opinião da sociedade está dividida em pontos positivos e negativos que, futuramente, podem alterar o sistema de cotas. Dentre os enfrentamentos inerentes à temática destaca-se que muitos estudantes de classe baixa utilizam as cotas como forma de ingresso para cursos superiores, pois, infelizmente, não usufruíram de um ensino de qualidade. Nesse sentido, a adoção de medidas interventivas são imprescindíveis para combater tal revés.
De acordo com sociólogo Karl Marx , a sociedade é dividida em classes hierárquicas, nas quais a classe dominante detém uma certa vantagem sob a classe dominada. Isso ocorre pelo fato de que, os dominados, geralmente, precisam trabalhar na juventude para contribuir na renda familiar, o que dificulta no processo educacional, pois eles passam a maior parte do tempo trabalhando e não conseguem se dedicar ao estudo como um jovem que não trabalha, resultando em desigualdade no âmbito escolar e privilégios para os dominantes. Logo, é notório que é extremamente necessário garantir que os jovens trabalhadores tenham oportunidades estudantis.
Paralelo a isso, vale abordar que uma parcela da população acredita que as cotas são um exemplo de retrocesso, porém, se trata de um processo de inclusão. Historicamente falando, na Roma Antiga, apenas patrícios tiveram acesso a uma educação exclusiva, enquanto apenas alguns plebeus aprenderam a ler, o que aumentava a desigualdade romana. Dessa forma, é visível que uma boa educação requer capital, e garantir a Lei de Cotas nas Universidades irá assegurar também que a classe baixa tenha acesso a cursos superiores.
Infere-se, portanto, que preservar o acesso democrático à Universidades é de extrema importância. Posto isso, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas provenientes da contribuição pública, criar preparatórios gratuitos e exclusivos para alunos de baixa renda, além de distribuir pequenas bolsas de auxílio estudantil para que tais alunos sejam estimulados cada vez mais a se dedicarem ao estudo. Feito isso, a sociedade vislumbrará um futuro promissor e com baixo índice de desigualdade social.