Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 29/11/2020
No processo de colonização do Brasil, tipos de mão de obra escrava foram utilizadas pelos portugueses, sendo essas a indígena e a africana negra, contudo, ao longo da história a escravização do indígena foi impossibilitada pelos jesuítas presentes no território brasileiro, devido a sua missão de catequisá-los , já a escravidão negra permaneceu na história por longos anos, causada pela justificativa da ‘Bula Dum Diversas’. Atualmente, o sentimento escravista ainda assola o Brasil, com isso, há desigualdades entre o cidadão negro e a população branca. Assim, o sistemas de cotas nas universidades são programa de inclusão dos brasileiros.
Primeiramente, o contraste no sistema de ensino brasileiro entre as escolas públicas e particulares geram diferenças no momento da seleção dos candidatos. Uma vez que com a desigualdade presente no Brasil, grande parte da população estão contando com o ensino público para que possam ter uma carreira e se destacarem profissionalmente, contudo, o ensino público brasileiro deixa muito a desejar devido a sua falta de infraestrutura dessas escolas, assim, em cursos tradicionais concorridos, aqueles que tiveram privilégios na educação têm maior garantia de uma vaga. Dessa forma, o sistema de cotas é capaz de reduzir a desigualdade social presente no sistema seletivo das universidades gerando a inclusão de todos.
Para além da questão social, a presença do sentimento escravista na sociedade contemporânea ainda afeta a vida de muitos indivíduos negros e indígenas. Mesmo que a abolição da escravidão ocorreu com a Lei Áurea em 1888 o escravismo e o racismo ainda assolam o mundo moderno e, com isso, negros e indígenas têm dificuldades para sua inserção no corpo social, visto que, muitos indivíduos denominados “brancos” ainda não aceita que negros e indígenas possam estar no mesmo “estamento”, assim, agravando as diferenças sociais em relação às minorias. Desse modo, esse pensamento escravista contrapõem-se com o iluminista que dizia que uma sociedade apenas se desenvolve quando os indivíduos se mobilizam em prol do problema de outro.
Dado o exposto, a fim de garantir o sistema de cotas no Brasil as escolas, formadoras do intelecto, podem gerar a inclusão de todos em seus estabelecimentos. Primeiramente, como medida paliativa, ela pode por meio de palestras comunicar o problema de inclusão a todas as escolas, públicas e privadas, e universidades a fim de aprimorar as falhas desse sistema. Concomitantemente, como medida estrutural, universidades, escolas e cursinhos pré-vestibulares particulares podem por meio de programa de bolsas garantir aqueles que possuem baixa renda a possibilidade de acesso em seus estabelecimentos . Como efeito, haverá um corpo educativo conscientizado e a inclusão dos alunos.