Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 18/11/2020

As desigualdades socioeconômicas estão presentes desde os primórdios da história da humanidade, porém com o surgimento do sistema capitalista e a Primeira Revolução Industrial, houve uma acentuação desse processo devido a exploração do trabalho por parte da burguesia que remunerava incorretamente seus trabalhadores. Entretanto, mesmo com o passar dos anos, o abismo social ainda esta presente na vida das pessoas, oque acarreta em uma periferização da população de baixa renda, os quais não possuem a mesma qualidade de saúde, lazer e ensino que os demais e com isso a sua ascensão econômica por meio da educação é comprometida. Desse modo, as cotas das universidades funcionam como uma maneira de inclusão dessas pessoas ao possibilitarem a elas a entrada nas faculdades sem a competição desproporcional com a parcela mais avantajada financeiramente da sociedade.

Em primeiro plano, ao se analisar a educação publica brasileira, é notório a desqualificação dos ambientes proporcionados pelos estados e municípios, além da falta de incentivo aos professores para exercerem sua profissão, que é de extrema importância para a nação, devido não ser proporcionado a eles a segurança necessária em ambiente escolar, nem um salário digno da atividade. Desse modo, a competição pela entrada na faculdade torna-se desigual, devido os alunos da rede privada de ensino possuírem todas as condições necessárias para se obter uma educação de qualidade, oque favorece a sua entrada na universidade ,logo o sistema de cotas é de extrema importância.

Além disso, a educação é um dos melhores meios de ascensão socioeconômica de uma pessoa, com inúmeros casos já registrados de pessoas de classe baixa que conseguiram adentrar em uma faculdade publica e ao se formarem puderam dar uma qualidade de vida melhor para seus familiares. Nesse contexto, na tentativa de mostrar a população como é possível esses fatos, o cineasta  Justin Reever desenvolveu o documentário  “Girl rising” que retrata a história de nove meninas de sete a dezesseis anos que vivem em comunidades de países pobres e recebem a oportunidade de ir à escola e com isso terão a oportunidade de mudar a realidade econômica de sua família.

Portanto, é necessário que o Governo Federal amplie as vagas nas universidades destinadas as populações de baixa renda, por meio da revisão da politica de cotas, para que mais pessoas possam utilizar desse meio para dar uma melhor qualidade de vida a suas famílias e com isso diminuir cada vez mais a pobreza no país, a qual é extremamente ligada a falta de oportunidade proporcionada a eles para a sua ascensão socioeconômica. Ademais, é importante que os governos estaduais e municipais invistam em reformas nos ambientes escolares.