Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 27/11/2020

Poeira embaixo do tapete

É notório que o Brasil foi um dos últimos países a se desenvolver socialmente, contudo, hoje na parte da educação, ainda é vasto a deficiência da qualidade de ensino, o que reflete negativamente tanto na expectativa de crescimento quanto no aumento da desigualdade entre redes públicas e privadas.

Segundo Rosseau: “A educação deve libertar o homem da escravidão”, sendo assim, é possível compreender que o conhecimento é um acessório de extrema importância para cada indivíduo, mas lidar com o preconceito no cotidiano dificulta essa árdua trajetória, devido a falta de oportunidades para grupos sociais de baixa renda e diferentes etnias. Contudo,  apesar do racismo ser estrutural no país, a adoção de cotas foi utilizado a pouco tempo por universidades públicas, com o objetivo de aumentar o número de estudantes vindos do ensino público e proporcionar melhor condição de vida, porém, a margem de pessoas que obtiveram um ensino privado e de qualidade ainda possuem maior vantagem.

Certamente no Brasil, é muito dinheiro que entra mas pouco se investe, isso implica diretamente na estrutura da sociedade em que os mais ricos possuem sempre maior privilégio que as pessoas de classe inferior. A utilização das cotas ajuda não só negros, mas índios que muito pouco conseguem acesso ao estudo, as questões de oportunidades ainda são vagas, visto que, existem grandes proporções elitistas e ainda mais quando relacionados à cursos de maior remuneração.

Em síntese, é possível direcionar o quadro atual com a falta de respaldo às autoridades omissas, sendo necessário então maiores investimentos por parte do governo na área da educação básica, incentivo a qualidade de estudo e fiscalização nas leis existentes e a criação de um novo desenvolvimento para o ingresso ao ensino superior, suprindo no futuro uma democracia ampla e justa.