Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 25/11/2020
O filme “Nós” problematiza questões referentes as diferentes oportunidades oferecidas para grupos sociais distintos. Infelizmente, a discussão abordada pela obra explica uma realidade presente no mundo, a desigualdade educacional. Portanto, para compreender melhor a problemática é válido contestar sobre as origens do pensamento contrário às cotas e os benefícios das ações afirmativas.
A priori, deve-se discutir a respeito da ausência do apoio popular às políticas que visam à inserção de pretos na universidade. Segundo um estudo realizado pelo IBOPE, apenas 64% da população é a favor das cotas raciais. Uma das justificativas dos indivíduos contrários à essa medida seria a inexistência de injustiça direcionada aos negros, logo, as cotas se tratariam de privilégios. No entanto, há uma iniquidade histórica entre etnias, pois não houve amparo estatal aos escravizados quando esses foram libertos, e os resultados dessa ação perduram até hoje, inclusive na educação, desse modo faz-se necessário a reparação de danos.
A posteriori, cabe avaliar a relevância das ações afirmativas. De acordo com o ativista Nelson Mandela: “Uma boa formação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo”. Nesse sentido, para combater a desigualdade no ensino superior entre os grupos socialmente privilegiados e os desfavorecidos, é de suma importância a existência do sistema de cotas, uma vez que insere as minorias na faculdade e, por conseguinte, resulta no aumento da representatividade e gera oportunidades iguais para todos.
Dessa forma, tendo em vista os fatos mencionados uma mudança precisa ocorrer. Sendo assim, o Ministério da Educação deve realizar palestras e campanhas na TV aberta, devido à grande abrangência de público, acerca dos acontecimentos passados no Brasil e suas consequências, por meio de historiadores especializados, a fim de ensinar em relação à necessidade do programa de cotas para a sociedade.