Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 19/11/2020

O homem é essencialmente cultural. Tudo o que produz é transmitido às novas gerações, seja documental ou oralmente. Na contemporaneidade, a inclusão de cotistas, para um ensino equitativo, torna-se custoso por ter como entraves a falta de vagas e o preconceito, a trazer desarmonia cidadã.

Primeiramente, deve-se ressaltar a ineficiência de oportunidades. Embora a igualdade seja direito previsto na Constituição  Brasileira de 1988, ela é meramente empregada. Desse modo, universidades, como Unicamp, destinam escassa porcentagem para negros, pardos e baixa renda; haja vista o vestibular de medicina de 2021, o qual oferta 88 vagas de ampla concorrência e apenas 17 para esse público.. Isso faz com que se sintam à margem social e sigam caminhos, como o do crime e tráfico, por não terem chances de se profissionalizar.

Outrossim, há o conceito prévio. Mesmo que a mídia e escolas fomentem o respeito às diversidades e a importância de incluir a todos, sobretudo em universidades e mercado de trabalho, muitos não o fazem. Dessa maneira, a globalização das perversidades, assim intitulada pelo geógrafo Milton Santos, ao mesmo tempo em que traz benesses, exclui minorias. Assim, ao serem discriminados, estão sujeitos a transtornos neurológicos, como depressão; bem como suscetíveis a viver em condições precárias por falta de renda, decorrente da formação deficiente.

Então, para minimizar os efeitos da ineficiência de matrículas e da diferenciação, são necessárias, portanto, ações do Ministério Público e da Educação, , a regredir, gradualmente, o quaro. Deve haver aumento  de cotistas beneficiados, por meio de estratégias que visem maior número de vagas, a fim de proporcionar maior igualdade e equidade, a manter a coesão e garantir o direito às oportunidades. Por fim, fazer campanhas de conscientização, por intermédio de oficinas e gincanas, com o objetivo de desenvolver o respeito independente de raça e/ou cor e, assim, promover o exercício cidadão legítimo e pleno.