Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
“O presente é tão grande, não nos afastemos, vamos de mãos dadas”, nos versos de Carlos Drummond há um apelo social que clama por inclusão e união. Tendo isso em vista, as cotas são um instrumento fundamental para alcançar esse anseio do poeta, uma vez que elas oferecem oportunidades de ingressar em uma boa universidade àqueles que não possuem boa condição financeira e, como consequência disso, permite que todos estejam em pé de igualdade intelectual. Portanto, o sistema de cotas no Brasil é essencial para atender a parte da população que necessita ser incluída intelectualmente no corpo social, consolidando o conselho de Drummond.
Em primeiro lugar, compreender o papel das cotas no quesito de oferecer possibilidades à pessoas de baixa renda é fundamental. Para ilustração disso, é válido citar a dramaturgia “mãos talentosas”, uma vez que, no filme, o dedicado estudante de baixíssima renda “Ben Carson”, por meio de cotas, consegue ingressar na faculdade e, posteriormente, torna-se um exímio neurocirurgião. Ben é apenas um dentre tantos estudantes que obtiveram suas vidas transformadas pelo sistema de cotas. Dessa forma, não restam dúvidas quanto à necessidade desse instrumento na vida da população pobre.
Como consequência disso, conquista-se certa igualdade intelectual entre o corpo estudantil. A importância de se alcançar tal objetivo já é algo valorizado desde a Grécia Antiga, fato é que foram os gregos que se preocuparam em criar e fazer valer o princípio da isonomia. Esse preceito busca adaptar as oportunidades as tornando mais justas de acordo com quem irá usufruir delas. Dessa forma, viver em uma sociedade justa na qual quaisquer estudantes estejam em pé de igualdade intelectual, será uma realidade consolidada no Brasil.
Em suma, fica evidente que o sistema de cotas nas universidades brasileiras é uma ferramenta essencial de inclusão social. E para que elas estejam cada vez mais consolidadas é dever do Ministério da Educação- por ser ele o responsável pelo sistema educacional brasileiro- robustecer e abranger o sistema de cotas brasileiro por meio de um aumento do número de vagas em universidades públicas destinadas a cotistas, de acordo com a necessidade de cada região, com a finalidade de todos, independente de sua condição financeira, possuírem iguais chances de ingressar nas faculdades e, consequentemente, estarem incluídos no corpo social em pé de igualdade. Assim sendo, o grande anseio do poeta Drummond sobre união social será, finalmente, uma realidade consolidada no Brasil.