Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

Na obra “Alegoria da caverna”, do século IV a.c, o filosofo grego Platão propõe uma metáfora que exemplifica as crenças que limitam o homem de evoluir. Nela, pontua-se o comodismo do homem frente ao seus óbices, restringindo sua capacidade de progredir. De maneira análoga, vê-se que as cotas nas universidades tem sido um empeço para o desenvolvimento do pais. Nessa logica cabe reconhecer, divida histórica, bem como, educação precária. Assim, tais fatores são determinantes para a problemática em questão.

Em uma primeira abordagem, destaca-se que desde tempos arcaicos a sociedade inviabiliza a integração dos menos privilegiados aos meios acadêmicos, causando um maior distanciamento das classes. A esse respeito, vale referenciar o contexto histórico da divisão social do país, que inicialmente era dividido entre os homens livres e os escravos, sendo assim a diferença estava na “liberdade”, e ao decorrer do tempo as classes passaram também a se diferenciar pelo poder politico e econômico. Nessa perspectiva, cabe salientar que as cotas foram criadas com a finalidade de diminuir e atenuar as disparidades socioeconômicas  nessa cisão, porém é valido ressaltar que essa é a causa do problema e as cotas soluciona as consequências de tal cenário. O que urge mitigação.

Em uma análise mais aprofundada, observa-se que há uma grande desonra da sociedade com o ensino público, já que o mesmo não vem sendo integralmente efetivo. Nesse panorama, observa-se as cotas como um caminho para aqueles que não tem conhecimento necessário devido ao ensino insatisfatório que o Estado promove. Exemplificando tal conjuntura, segundo Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, no Brasil, a desigualdade está ligada à infraestrutura das escolas, ou seja, isso retrata novamente que os problemas das cotas são mais profundo do que se imagina, e gera de certa forma um retrocesso na sociedade . Assim são urgentes ações que rompam com o quadro vigente.

Depreende-se, portanto, que o homem abandone a caverna usada como metáfora por Platão e explore um novo mundo de possibilidades libertadoras. Dessa forma, o Governo - principal órgão detentor de poder público - em parceria com o Poder Midiático, deve promover campanhas e palestras por meios de recursos tecnológicos, com o intuito de atrair investidores e colaboradores para a criação de projetos para reduzir a desigualdade social. Ademais, o CNE - Conselho Nacional de Educação - juntamente com o MEC - Ministério da educação - deve elaborar projetos para melhoras as infraestruturas oferecidas ao ensino publico, trazendo assim um ensino mais efetivo para a sociedade . Com a efetiva prática dessas medidas, esse problema há de ser atenuado.