Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 19/11/2020

No fim do século XIX foi abolida a escravidão no Brasil, porém nenhuma medida foi criada para os negros terem boas condições de vida e serem inseridos na sociedade. Hoje ainda vemos reflexos disso, mesmo com uma população de maioria não branca, a porcentagem é pequena dos que tem cargos importantes. Porém a política de cotas está aos poucos equilibrando isso na educação superior.

O preconceito que segue acontecendo contra os negros  dificulta vários aspectos em suas vidas, ainda vemos grande violência acontecendo, fator esse que reduz sua expectativa de vida, em relação aos outros. Com as cotas, a estatística pelo menos nas universidades, vem mudando e cada vez mais eles vem obtendo acesso. Medida muito discutida e com alguns fatores que devem ser repensados, além de ter sido iniciada com grande atraso, levando em consideração o passado.

Uma das problemáticas é a fraude, pessoas que mentem para ter acesso as cotas, algumas nem sendo descobertas ou com baixas penalidades. Dessa forma tirando a vaga daqueles para quem haviam sido  realmente ofertadas. A outra, é que deveriam existir cotas também para pessoas de baixa renda em geral, pois estas independente do fator racial sua única oportunidade de fazer uma faculdade é entrando em alguma pública. Levando em consideração, a concorrência para o vestibular que é alta e a maioria nessa condição teve ensino de baixa qualidade durante sua vida, torna a competição ainda mais injusta.

Dito isso, as cotas raciais devem continuar acontecendo até que possamos ver uma sociedade igualitária nesse sentido, mas desde já, o regime de cotas por baixa renda deve começar a ser implantado pelo ministério da educação. Além de um controle maior  para que as fraudes sejam detectadas de início e não sejam efetivadas. Outra medida é um maior investimento do governo em educação de qualidade para todos, assim para que um dia nosso país seja realmente de oportunidades iguais e justas.