Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 20/11/2020

Funcionando conforme a primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando de percurso, a implementação das cotas nas Universidades Públicas do país constituiu um leque de possibilidades no que diz respeito a igualdade social.

Pode-se afirmar que, desde a época pretérita da escravidão, era comum a divisão de classes, tanto etnicamente quanto financeiramente, em razão de uma sociedade preconceituosa e totalitária.

Atualmente, observa-se que essa divisão se torna mais operante devido a informatização e o nível de desemprego altíssimo, refletido pelo baixo nível de acesso a educação de qualidade fornecida ao brasileiro e de oportunidades no mercado de trabalho para quem deseja crescer e evoluir profissionalmente. A inclusão de estudantes negros e pobres através das cotas nas Universidades brasileiras têm papel importante na luta contra essa desigualdade e contribui com a equitação desse contraste.

Deve-se, portanto, buscar políticas com o comprometimento total em qualidade de educação para todos da rede pública, visando o equilíbrio com as instituições privadas de ensino, de tal forma que os jovens tenham mais chances de ingresso nos cursos superiores disponibilizados, com o intuito de acabar com a desigualdade e aumentar a diversidade étnica no ensino superior e consequentemente, abrir oportunidades para todos sem distinção no mercado de trabalho.