Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
Segundo a declaração de direitos humanos, criada em 1948, é direito de todo cidadão, sem exceção, o acesso à educação gratuita. No entanto, no Brasil, essa não é uma realidade vivida por uma grande parcela da população, devido a desigualdade social junto com a precária educação pública básica do país. Então, em 2012 foi criada a lei de cotas, uma medida de reparação histórica e inclusão das minorias no ensino superior.
É indiscutível que as cotas criadas pelo governo foi uma forma de reparação histórica. Tendo em vista que no Brasil o racismo durou cerca de 4 séculos e, quando a Lei Aurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888, não houve políticas de inclusão dos escravizados na sociedade, o racismo se manteve presente até os dias de hoje. Tal acontecimento refletiu na quantidade de pessoas pretas e pardas matriculadas nas faculdades públicas, porém, segundo pesquisa do IBGE, pela primeira vez, o índice de alunos pardos e negros matriculados em universidades públicas brasileiras superou a taxa de alunos brancos, alcançando 50,3%.
Ademais, essa ação afirmativa também foi uma medida para aumentar a inclusão de outras minorias no ensino superior, como cidadãos de baixa renda. É evidente que, no Brasil, o sistema de educação básica gratuita é inferior se comparado com as escolas privadas. Nas escolas públicas há falta de professores e não há materiais suficientes, deixando a educação dos alunos defasada. Assim, entende-se que não é mérito dos alunos de escolas particulares quando eles têm privilégios sob os estudantes do ensino público.
Portanto, é indubitável que as cotas nas universidades são um modo de inclusão das minorias e reparação histórica, para que no futuro não haja somente pessoas brancas em cargos importantes. É o mínimo que o governo poderia fazer, já que não existe meritocracia em um país desigual.