Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 20/11/2020
O racismo é um obstáculo latente na sociedade. Após anos de conquistas, a população negra permanece à margem dos espaços de prestígio da sociedade. Essa relação baseada na exclusão pela cor da pele está presente tanto em ambientes de trabalho quanto em universidades. Sabe-se que as oportunidades não são dadas a todos e sendo assim, contamos hoje com cotas raciais para ingresso nas universidades. Compreender a influência dessas ações afirmativas é confrontar uma ferida que marca o país.
Primeiramente, sabe-se que o Brasil tem muitas desigualdades na educação. Estudantes menos favorecidos e negros enfrentam muitas dificuldades para ascender, o nível de ensino em escolas públicas não é o mesmo que instituições particulares. Basta observar fotos de formaturas, a quantidade de indivíduos negros é absurdamente reduzida frente aos brancos. Nitidamente vemos uma diferença no acesso à educação de qualidade.
Segundamente, não existe um agente facilitador de ingresso aos cotistas, visto que, esses lutam para passar em concursos concorridos com recursos muito menores. Além desse fator, as vagas não são distribuídas de forma proporcional entre ampla concorrência e cotas raciais. Não havendo, portanto, razão de colocações competitivas.
Os avanços na política de inclusão racial no Brasil, entretanto, ainda continuam pontuais e resultam de pressões da sociedade organizada.Se faz necessário que o Ministério da Educação – com ações sistemáticas de conscientização em eventos e materiais didáticos. Só assim, ultrapassando ações pontuais, será possível minimizar de forma mais efetiva o abismo racial que ainda assola o país. Segundo o grande líder Nelson Mandela; educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.
Segundo o grande líder Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”