Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 24/11/2020
“Revolução das Cotas”; Este é o nome ideal para a lei de cotas no Brasil. De fato, tal lei possibilitou o acesso de pessoas das várias classes sociais e etnias as universidades, além de combater a discriminação e promover a convivência entre os grupo. Portanto, tal gera inclusão social e deve ser expandida.
Inicialmente, é importante ressaltar que as cotas promovem oportunidades à pessoas que são historicamente discriminadas. Nesse sentido, na história do Brasil o índio, o escravo e o pobre foram e ainda são vítimas de exclusão social devido à crenças preconceituosas e racistas que foram enrizadas na sociedade. Dessa forma, a criação da lei de cotas gera oportunidades no acesso à universidades e posteriormente o ingresso em profissões que são tradicionalmente constituídas por brancos de classe alta. Contudo, não são todas as universidades públicas que são adeptas à lei de cotas, o que faz a inclusão social ser mais lenta.
Além disso, a lei de cotas é um fator positivo no combate a discriminação. Afirma-se isso, pois tal lei promove a convivência de vários grupos nas universidades. Isso pode ser visto, pois a Fundação Nacional do Indígena publicou na página oficial que o número de indígenas aumentou nas universidades. Dessa forma, as cotas possibilita a interação dos grupos nas universidades e a diminuição da discriminação por meio do estudo, conhecimento mútuo e dialogo.
Portanto, é necessário que haja a ampliação a lei de cotas no Brasil. Com isso, o Ministério da Educação, em conjunto com o Governo Federal devem criar políticas democráticas nas universidades, por meio de uma ampla reunião como gestores das universidades para um acordo de aderença a lei de cotas a todas as universidades públicas, para que em todo o Brasil haja a inclusão da lei de cotas nas universidades.