Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 21/11/2020
O Brasil é um pais marcado pela sua miscigenação racial e um processo de colonização fortemente escravista que demonstram a evidente disparidade de classes sociais na atualidade. A partir desse cenário, para remediar essa desigualdade histórica, surgiram as cotas sociais que tem como objetivo incluir as pessoas pardas, negras, indígenas e pobres nas instituições de ensino superior pública. Entretanto, a forte mentalidade individualista e a negligência por parte do governo são fatores que dificultam a efetivação plena do sistema de cotas
Em primeiro lugar, cabe aborda que a busca do ganho acima de tudo também pode ser apontado como responsável pelo problema. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldade para a sociedade. Nessa perspectiva, muitas pessoas fazem uso de cotas sem se enquadrarem em suas políticas, visto que os indivíduos fraudam os documentos exigidos pelas universidades ou, em muitos casos, bagam propinas para as bancas avaliadoras aprovarem as suas documentações e se inscreverem nas instituições. Dessa forma, muitos cotistas perdem suas vagas nas universidades e o processo de inclusão é fragilizado.
Em segundo lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para atenuar o impasse. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da população. No entanto, isso não ocorre no Brasil. Visto isso, devido á falta de atuação das autoridades, muitos cotistas deixam de ter o acesso ás universidades, em razão da pouca disponibilização vagas para essas pessoas. Desse modo, o importante direito à educação é ameaçado.
Infere-se, portanto, que medidas sejam efetivadas para mitigar o infortúnio. Sendo assim, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, deve atuar em conjunto, por meio de boicotes e campanhas de mobilização, para que as pessoas que roubam as vagas dos cotistas sintam-se pressionados e sejam obrigadas a para de praticar o ato, com o objetivo de fazer com que os cotistas usufruam dos seus direitos. Além disso, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, por meio da criação de projetos que disponibilizem uma maior quantidade de vagas direcionadas para os cotistas e fiscalizem a entradas desses estudantes nas faculdades para certificar que as pessoas que estão fazendo uso desse direito são os cotistas, com o fito de garantir a inclusão de pessoas negras, indígenas e pobres nas instituições de ensino superior público.