Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 21/11/2020

Fruto dos 300 anos de escravidão negra.

Um dos principais argumentos de quem se opõe a esse tipo de ação afirmativa é dizer que “cotas deveriam ser apenas para pobres, independente de cor”. Sendo que é preciso separar desigualdade social de racismo. A desigualdade está ligada, exclusicamente, a questões econômicas. Já o racismo está relacionado à raça e envolve situações que vão além do poder financeiro.

Ser jovem é negro no Brasil é viver sob risco. A taxa anual de homicídios entre homens pretos e pardos entre 15 e 29 anos e de 185 a para cada 100 mil habitantes, segundo IBGE. Entre brancos , mesmo sexo é faixa etária, a média é de 63,5 por 100 mil. Segundo o G1, UnB foi primeira do país a adotar sistema cotas raciais, mas em meio às manifestações contra o racismo, no Brasil, um perfil passou a denunciar, no Twitter, suspostas fraudes em cotas raciais na Universidade de Brasília.

Em 2012, a Lei nº 12.711/2012, garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. A cota racial é uma medida emergencial que visa reparar uma desigualdade histórica, mas o combate ao racismo vai além. Enquanto negros tiverem seus direitos negados por conta da cor da pele, o dia 20 de novembro se mostra cada vez mais necessário.

Assim como dito pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro, “não dá para falar em consciéncia humana enquanto pessoas negras não tiverem direitos iguais e seguer forem tratadas como humanas”. É necessário que haja uma verificação para comprovar se as informações declaradas são verdadeiras. Dessa forma evitando as fraudes que deixam ainda mais escassos as vagas. Caso seja falso as informações prestadas o canditado deve responder por qualquer falsidade.