Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 22/11/2020

O Brasil foi o último país a abolir  o conceito de escravidão de negros, sendo feito este decreto em 1888 outorgado pela princesa Isabel, de lá para cá, infelizmente o percentual de negro entre os pobres continua grande bem como a desigualdade, como forma de  quebrar essa desigualdade histórica, o governo lançou as famosas ações afirmativas nas Universidades públicas, com viés de começar a luta por igualdade pela promoção da educação superior, o sistema de cotas é fomentado pela precariedade da educação básica pública e causa sobretudo uma intensa manipulação das massas pois fazem com que pessoas acreditem que o sistema de cotas está realmente funcionando.

Segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Brasil investe cerca de 6% do seu PIB( Produto Interno Bruto) em educação, porém os alunos da rede básica ainda sim continuam com  a educação precária, docentes mau remunerados e alunos com baixa infraestrutura e baixa qualidade de ensino são desmotivados a continuar estudando,  e diferentemente do que muitos pensam, a situação com as cotas não se mostraram tão efetivas, sendo que  segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas 2% de pessoas da extrema pobreza conseguem o acesso ao ensino superior. Sendo assim é muito  difícil ampliar o acesso a Universidade ajudando o aluno com vagas especiais, o correto seria fazer isso preparando-o melhor para competir pela vaga.

Em 2005 o contingente de negros dentro das universidades era de 5,5%, e em 2015, onze anos depois da criação das cotas raciais esse número subiu para 12% segundo o IBGE. Nota-se que foi uma aumento bem modesto para onze anos e naturalmente isso deveria corroborar para um possível questionamento da sociedade para com a sistema público que deixa 25% das vagas exclusivas para os negros e que  o resultado dessa repartição das vagas  é imperceptível, afinal, quantos negros médicos você conhecia em 2004, e quantos você conhece hoje? Esse número é bem próximo mesmo tento completado dezesseis anos de ações afirmativas. Contudo só o fato do sistema de cotas existir faz com que a população caia numa ilusão de igualdade, mesmo que na prática o resultado seja medíocre.

Assim, é importante que o Ministério da Educação e Cultura  preveja um orçamento com o Tribunal de Contas da União (TCU)  a fim que investir  no sistema de educação básica para que possa promover uma melhora na qualidade da mesma e bem como aulas essenciais de política, direito básico, economia e educação financeira assim o aluno da escola pública possa ter mais noção de como as coisas funcionem  e possam desencadear mais vontade e apego pelo estudo. Esse investimento pesado na educação básica vai acirrar a competição nas Universidades e a longo prazo o talvez o sistema de cotas nem precise ser executado haja vista que a priori as cotas deviam ser provisórias.