Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 25/11/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a discussão sobre cotas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.
Segundo o Filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a meritocracia rompe essa harmonia, haja visto que o ensino público não é eficiente e possui muitas falhas. Não preparando o aluno à altura dos grandes vestibulares, deixando mais distante o sonho de ter uma profissão e mudar a vida através dos estudos e, garantindo assim, a equidade social.
De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Em uma sociedade preconceituosa e racista que tende a excluir do círculo social as diferenças. Com as cotas, classes sociais mais baixas e negros têm a oportunidade de mudar a realidade do país e, finalmente, a história do mesmo.
O sistema de cotas é um meio de inclusão necessário, mas deve ser temporário. Para que não seja mais necessárias as cotas sociais, é preciso que o governo melhore a qualidade de ensino no Brasil, começando na base escolar(ensino fundamental I), que haja melhoria nos programas sociais existentes, assim o estudante terá uma maior possibilidade de se dedicar aos estudos. Já as cotas raciais é uma ação afirmativa que será necessária até a população racista aprender que negros e índios não são uma raça inferior. Para que isso aconteça é preciso uma maior exposição na mídia sobre o assunto, e de que negros ainda são minoria nos corredores das universidades. A inclusão de palestras e aulas sobre etnias nas escolas, também é um fator importante, mas além disso é necessário que famílias elitistas mudem seu posicionamento em relação a cor da pele, que comecem a enxergar todos com igualdade, com isso não passarão para os seus filhos a ideia de que lugar de negro é na senzala.