Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 24/11/2020
O mito da caverna, narrado por Platão, filósofo grego, tinha como objetivo expor a situação de pessoas que viviam em desconhecimento da realidade que as cercavam. De modo semelhante, à alegoria do pensador, é necessário discutir a respeito do sistema de cotas nas universidades, pois muitos indivíduos ainda, por ausência do saber, ficam divididos sobre o assunto. Dessa forma, as costas trazem a inclusão: corrigindo erros do passado e mitigando a desigualdade social.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil foi o último país da américa latina a abolir a escravidão, em 1888 e infelizmente, não foi criado pelo governo na época, nenhuma medida de inclusão dessas pessoas, principalmente às relacionadas ao ensino público, somada a elas, também havia a exclusão da camada marginalizada da sociedade, os analfabetos. Sendo assim, nota-se a dificuldade que há dessas camadas sociais de ingressarem em empregos de alto nível, como nas magistraturas ou ainda em cargos de grande prestígio, como os de político.
Outrossim, o Estado mantém uma politica que avança em passos lentos, quando não é falha em suas diretrizes. Desse modo, o artigo 3° da Constituição Federal estabelece o dever do Estado em garantir a redução da desigualdade social. Contudo, a prática deturba a teoria, uma vez que a qualidade do ensino proporcionado por ele nas escolas públicas é inferior ao ofertado pelas particulares. Dessa forma, pelo viés da meritocracia, o aluno que tem condições financeiras, terá melhores condições na disputa por uma no vestibular com o aluno que é oriundo do sistema público.
O sistema de cota, portanto, é uma ferramenta imprescindível, dentro do processo de inclusão à educação, entretanto é necessário que o Estado crie um programa de aperfeiçoamento remunerado aos professores, além disso, garanta emprego àqueles que tiverem as melhores notas. Por fim, o Ministério da Educação vai ampliar as olimpíadas estudantis com bolsas gratuitas de intercambio para outros países. Dessa forma, somando-se as medidas, será possível reduzir e até acabar com as desigualdades.