Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 23/11/2020
A educação é um direito de todos, de acordo com Immanuel Kant, filósofo alemão, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. No Brasil, tal direito nem sempre foi vigente. Surge assim o sistema de cotas com o objetivo de trazer equidade e oportunidades ás classes afetadas pelo abismo socioeconômico e a marginalização perpetuados até os dias atuais.
Logo após o decreto da Lei Aurea em 1888, não houve nenhuma política de integração social á população escravizada, e este fato está ligado intimamente com a discrepância socioeconômica vivida até os dias de hoje. Segundo o levantamento do IBGE, 55,8% da população em 2018 se declarou parda ou preta. Todavia, no estrato dos 10% com maior rendimento per capita, os negros representavam 27,7%, enquanto os brancos representavam 70,6%. Estes fatos devem-se a falta de oportunidades e acesso a educação proporcionados pelo estado.
Além do mais, a marginalização deste povo é outro fator resultante da falta de politicas públicas, o racismo estrutural aliado a pobreza acabam por fadar estes cidadãos a exclusão social. Segundo dados da INFOPEN (2017) O nível de escolaridade dos encarcerados no Brasil, que possuem ensino fundamental completo constituem aproximadamente 51% na taxa, enquanto os que possuem educação superior atinge somente 5% da massa prisional.
Portanto, faz-se entendido que as cotas nas universidades são meios essenciais para a inclusão da população contemplada com a mesma. Através das cotas, há um vislumbre futuro de mudança estrutural socioeconômica que resultará em uma melhor qualidade de vida a todos.