Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 01/12/2020
A Lei de cotas foi criada para aumentar e garantir o ingresso de jovens negros, pardos e indígenas em meio universitário. O sistema de cotas é eficiente em incluir essa população em ensino superior de qualidade, sendo antes a elite branca a detentora desse benefício educacional. Essa lei trouxe vantagens para sociedade brasileira, visto que um país com índices altos de educação é uma nação em desenvolvimento, porém a desigualdade social e a discriminação racial, limitam o uso desse atributo. Embora grandes faculdades como a Unicamp conste com 50,3% de alunos cotistas, é vigente a dificuldade de se manter dentro dessas instituições por falta de fornecimento básico, ocasionando em desistências. Esse fato, é consequência do contraste social que esse grupo passa, dado que, entre 10% da população brasileira, 75,2% são negros, segundo o Índice Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse obstáculo ocasiona no questionamento entre ajudar na renda familiar entrando em empregos informais, ao invés de entrar em faculdades públicas. Sendo assim, mesmo com a existência dessa vantagem de inclusão, a prioridade é outra.
Outrossim, é visto a discriminação racial dentro das instituições de ensino, havendo uma segregação por parte da alta classe, que julga o cotista de inepto a cursar, pois houve uma ajuda governamental para a admissão escolar. É observado na música “Cota não é esmola” de Bia Ferreira, a dificuldade que negros sofrem no cotidiano, desde a vivência domestica, até a jornada para sua escola. A música traz uma critica a sociedade brasileira, que considera as cotas como vitimismo sem compreender a experiência de rotina do jovem negro na sociedade. Assim como na composição musical, os problemas enfrentados no cotidiano impossibilita a igualdade de oportunidade do jovem preto.
Contudo, fica evidente que cotas nas universidades é um benefício que inclui muitos em meio universitário, mesmo havendo conflitos. Portanto, cabe ao Poder Público junto ao Ministério da Educação, que promova dentro de universidades o suporte as populações mais carentes, com auxílio moradia e alimentar, afim de que possa concluir o ensino superior. Além disso, é necessário que as mídias divulguem por meio de propagandas a real intenção da Lei de Cotas que é incluir, com o intuito de romper com a concepção de vitimismo. Dessa forma, o povo brasileira poderá diminuir casos que nem da música “Cota não é esmola”, e providenciar a igualdade de todos os cidadãos dentro das instituições de ensino.