Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 23/11/2020

Atualmente, não raro, observa-se através das mídias televisivas ou sociais, que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados as cotas nas universidade. Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante direito à educação. Verifica-se esse ideal na teoria, não desejavelmente na prática seja pela negligência governamental, seja pela falta de ensino de qualidade.

É indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre as causa da problemática. Nesse sentido, é notório o descaso nas escolas públicas acarreta inúmeros entraves no desempenho individual de cada aluno, gerando dificuldade de ingressar universidades públicas, porque precisam concorrer com alunos de colégios particulares, e por isso colocaram o sistema de cotas por ser mais fácil criar cotas do que melhorar o ensino vigente. Ademais, é necessário que a haja a solidificação de politicas públicas, para uma sociedade mais justa e integrada seja alcançada.

Outro fato a salientar-se é a precarização do ensino, muitas vezes alunos chegam no último ano da escola sem saber efetuar operações básicas de matemática. Assim, muitos estudantes por não conseguirem ingressar no ensino superior acabam desistindo dos seus sonhos para ir trabalhar. Dessa forma, urge mais inclusão social proporcionando oportunidades para os mais desfavorecidos.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação aumentar o número de vagas para cotista, promovendo mais inclusão entre classes diferentes, o intuito de tal medida é acabar com as discrepâncias sócio econômicas e educacionais. Outrossim, melhorando o ensino de educação e dando condições iguais para ambos, ainda seria necessário a existência das cotas, por se tratar de uma divida social que não vai se apagar da noite para o dia. Além dessas, outras medidas devem ser tomadas segundo o escritor Oscar Wilde, “O primeiro passo é sempre o mais importante na evolução de um homem ou nação”.