Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

Cotas, conhecida como ações afirmativas, são vagas de 50% destinado a grupos considerados minorias, como: negros, pardos, indígenas, deficientes e pessoas com baixa renda. Nesse sentido, a lei de cotas tem como objetivo, amenizar a desigualdade social e garantir mais oportunidades de acesso ao ensino púbico superior aos indivíduos que vivem à margem da sociedade.

No limiar do contexto histórico, entre os séculos XVI e XVII, os europeus consideravam os povos de origem europeia mais inteligentes e capazes de prosperar. Enquanto os negros e indígenas eram considerados animais. O medo em que a burguesia tinha dos escravos terem acesso a leitura, escrita e passassem a garantir estabilidade na sociedade era tanta que em em 14 de Janeiro de 1837, foi criada a primeira lei de educação que dizia: “São proibidos de frequentar as escolas públicas: Primeiro: pessoas que padecem de moléstias contagiosas. Segundo: os escravos e pretos africanos, ainda que sejam livres ou libertos.”

Porém, mesmo após 130 anos de abolição ainda é muito difícil para os negros ascenderem economicamente no Brasil, pois a sociedade, lugares e as oportunidades ainda preservam o pensamento escravocrata. Por isso as cotas são importantes, pois abriu espaço para a comunidade negra ingressar nas universidades que antes eram ocupadas pela elite. Segundo o INEP, o crescimento de estudantes negros em universidades federais é de 192% desde o início da lei de cotas.

É preciso, reconhecer no entanto que, as oportunidade para ricos e pobres são totalmente distintas. Enquanto a classe alta frequenta escolas privadas, a classe baixa, tem que se contentar com o ensino precário. Paralelo a isso, as cota sociais é um meio de ingresso nas universidades. Tal que essa minoria foram prejudicadas devido a falta de acesso a educação de qualidade durante o ensino médio.

Publicado na revista Economics of Education, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, dizem que as cotas nas universidades brasileiras são eficientes, tendo um aumento de 10,7% de estudantes de escolas públicas e 14,9% de estudantes de nível socioeconômico mais baixo em universidades no período de 2004 a 2012.

Torna-se evidente portanto, que as cotas nas universidades são uma forma de inclusão, favorecendo a visibilidades desses grupos tão mal vista pela sociedade. Portanto, cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Educação promover melhorias no ensino público para que haja um equilíbrio na formação entre alunos de escolas públicas e ensino privado. Além disso, as escolas devem promover palestras na qual conscientizem a importância da aprendizagem, independente da condição financeira, cor e deficiência. Somente assim iremos garantir uma sociedade mais justa e igualitária.