Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 23/11/2020

Cotas e a inclusão

A escravidão brasileira e a depreciação da condição dos negros no Brasil são situações que representam todo um conjunto de fatores que durante muitos anos (e persistente até os dias de hoje) prejudicaram os mesmos e muitas vezes os impediam de progredir.

As cotas surgem como meio de resposta para algumas questões relacionadas à desigualdade (de diversos tipos) e representa uma medida que o governo encontrou para aplicar políticas públicas e tentar solucionar essa questão. No brasil temos dois tipos de cota, as sociais: para pessoas de baixa renda. E as raciais: para pessoas também de baixa renda mas que são de uma etnia desfavorecida pelas circunstâncias e história de nosso país.

Nos últimos anos surgiram diversos debates sobre qual a real utilidade das cotas e foram lançadas à mesa diversos questionamentos sobre seu aproveitamento. Questões como uma polêmica em 2007 por exemplo que contou com dois irmãos gêmeos que aplicaram as cotas raciais, na qual um deles passou e o outro teve o direito das cotas raciais negado. Tudo isso gerou uma discussão na época sobre um “Tribunal Racial” no qual a universidade teria criado. Nos dias de hoje uma pessoa é considerada de um certo grupo racial se ela se considera do mesmo.

É super necessário que o governo tenha políticas públicas como essa das cotas, pois apesar de alguns problemas no caminho (o que convenhamos, toda solução passa por testes de tentativa e erro até o seu aperfeiçoamento) as cotas tem cada vez mais avançado em direção a promoção de uma diminuição das desigualdades nas universidades, seja por meio das cotas sociais ou raciais.

Finalizo dizendo que existem muitos desafios que nós, como sociedade devemos enfrentar, mas todos esses obstáculos que estão em nossa volta podem ser ultrapassados se permanecermos unidos em uma só causa: igualdade para todos. Definitivamente temos o mesmo sonho do Dr. King.