Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 24/11/2020
O abismo da qualidade de ensino entre as escolas públicas e privadas, fazem com que os alunos de classes inferiores tenham restrições nas oportunidade de buscar curso superior. Dessa forma, de maneira geral os alunos não disputam de forma competitiva entre si, esse desequilíbrio é um retrocesso na educação com causas e consequências que devem ser analisadas e combatidas por politicas públicas de inclusão como: Cotas na universidades.
Primeiramente, verifica-se a disparidade existente entre as instituições de ensino no Brasil, provocando uma desigualdade de formação que interfere de maneira significante no acesso as universidades. A série televisiva: Segunda Chamada, é realista e muito tensa ao retratar na trama a precariedade da educação básica por meio da rotina de uma escola pública. Assim, o conturbado ingresso de estudantes de classes sociais marginalizadas mostra a necessidade de intervenção governamental na problemática.
Outrossim, o Artigo 206 da constituição diz que, o ensino será ministrado com base na igualdade de condições para o acesso e permanecia na escola. Entretanto, nem a permanência muito menos o acesso são de maneira igualitária, tendo como consequência a quebra de direitos garantido pela constituição e uma parcela da população em estagnação social e econômica, com as possibilidades de entrar na universidade dificultadas.
Portanto, como principal agente envolvido o Estado na presença do MEC- Ministério da Educação, deve incrementar os investimentos na educação básica, de modo a redistribuição nos recursos destinados a educação pelo FUNDEB, para que seja possível otimizar a infraestrutura das escolas e preparar os profissionais de forma adequada. Dessa forma, será possível diminuir a desigualdade na educação e possibilitar a competição igualitária entre alunos ajudando não só a inclusão de minorias nas universidades (com as cotas) e também formação qualificada.