Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 27/11/2020
A Constituição Federal de 1988, prevê, como princípio básico, o direito à educação. Nessa perspectiva, para cumprir o direito previsto, Brasil adota o uso de cotas para o ingresso em universidades, Porém, muito se debate se isso seria um avanço ou um retrocesso na sociedade. Tendo em vista, que as cotas surgem como consequência ao problema da elitização da educação e da persistência do racismo.
Primordialmente, é necessário frisar que a sociedade, como se conhece hoje, foi construída sob um viés elitista e segregacionista, de modo que os centro educacionais são, em sua grande maioria, para a população branca e de alta renda. Nesse contexto, cabe a frase de Martin Luther King, “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”.
Nesse sentido, percebe-se que as cotas, apesar de serem uma medida paliativa, são uma necessidade para que nossa sociedade se torne mais igualitária e democrática.
Em segundo plano, é fulcral salientar que a persistência do racismo, é o principal motivo da necessidade das cotas em nossa sociedade. Nessa ótica, a raiz da descriminação se encontra na educação dos cidadãos, segundo o filósofo Kant, o homem é formado pela educação que recebe. Diante de tal contexto, é evidente que a falta de respaldo educacional, impede o problema de ser solucionado, já que órgãos superiores como o Ministério da Educação não tomam medidas para amenização do imbróglio.
Diante dos argumentos supracitados, é imperioso que se tomem medidas para amenizar essa problemática. Para isso, é necessário que o Poder Legislativo, por meio da criação de leis, aumente a punição e a fiscalização ao racismo, com o objetivo de que o racismo e a descriminação sejam amenizados. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de verbas da União, crie campanhas informacionais em redes sociais como “Instagram” e “Facebook”, para a conscientização das pessoas sobre a importância das cotas.