Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 01/12/2020

No final do século XVIII, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que oficializou o fim da escravidão em território brasileiro a fim de trazer uma condição de igualdade entre os indivíduos. Entretanto, observa-se que ainda há uma enorme desigualdade com relação à inclusão de minorias nos espaços de privilégio, sobretudo nas universidades. Desse modo, podemos analisar as principais causas, consequências e possível solução que gira em torno dessa problemática.

Em primeira análise, é importante salientar a herança história oriunda do processo de colonização. Devido à ideia de eugenia entre as elites brancas escravagistas, nada foi feito para inserir o negro e o índio à sociedade após a abolição da escravidão, e isso gerou um preconceito que intensificou-se com a “Política de Embranquecimento” no início do século XIX. Portanto, além de inegável, é evidente a existência da desigualdade nos espaços de privilégio na sociedade brasileira.

Em segunda análise, é relevante considerar que em decorrência desse processo, se fez necessário a intervenção governamental. De acordo com o portal de notícias Uol, as cotas para o ingresso de grupos minoritários no ensino superior foi uma medida que, a curto prazo, trouxe uma significativa redução na desigualdade em termos de proporção na ocupação das vagas ofertadas. Nesse sentido, torna-se evidente a importância da ampliação do acesso ao ensino superior em um país oficialmente democrático.

Portanto, o Governo Federal deve direcionar recursos para melhorar a educação ofertada desde o ensino público básico até o nível universitário, por meio da criação de novos centro de ensinos, e campanhas de conscientização contra o racismo, tanto na mídia como no ambiente escolar. Espera-se, com isso, melhorar a qualidade da educação em todos os seus níveis, até o dia em que a equidade ao acesso seja estabelecida no Brasil.