Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 27/11/2020
De acordo com a constituição todos os indivíduos são iguais perante à lei. Entretanto, a realidade é que não existe a igualdade dentro da sociedade brasileira, sendo necessário a inserção de cotas como para a manutenção da isonomia. Logo, é preciso debater a realidade educacional que se espelha na desigualdade social do país.
Primeiramente, é fundamental abordar que segundo Nelson Mandela a educação é a arma mais poderosa que pode-se usar para para mudar o mundo. Contudo, o sistema de ensino público brasileiro não recebe investimentos necessários, tornando-o defasado o que é refletido no baixo desempenho dos alunos nos vestibulares. Com isso, uma pesquisa feita em 2018, pelo IBGE diz que apenas 36% dos aprovados são estudantes da rede pública de ensino.
Ademais, é válido ressaltar ainda que a educação é uma importante ferramenta ascensão social, ou seja, uma sociedade que possui um ensino igualitário em todo seu território, torna-se um corpo social isonômico. Desse modo, uma análise feita pelo IBGE concluiu que uma pessoa com diploma no Brasil ganhava 2,5 vezes mais do que alguém com ensino médio. Portanto, a inserção de cotas nas universidades garante uma igualdade de oportunidades.
Enfim, diante dessa problemática fica nítido que cotas são necessárias para a melhor isonomia da sociedade. Portanto, que é necessário que o Ministério da Educação invista na rede pública de ensino por meio da disponibilização de matérias adequados , como por exemplo com questões de diversos vestibulares e redações com temas atuais. Dessa maneira, é possível que no futuro alunos de escolas públicas tenham iguais oportunidades de entrar no ensino superior, assim como os da rede privada.