Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 26/11/2020
Com a Lei Áurea de 1888, a escravidão no Brasil não era mais uma realidade, porém os negros libertos foram soltos na sociedade sem nenhum meio para morarem, vivendo nas margens da civilização. Nesse contexto, é notório que as cotas nas universidades é uma pauta que precisa ser fortalecida pela correta educação familiar e por políticas governamentais que ampliem o acesso as universidades públicas.
Vale ressaltar, a princípio, que a falha na educação parental é um dos fatores que contribuem para a permanência dessa discussão. Nessa óptica, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, criar e educar seus filhos. Entretanto, a falta de ensino dos genitores com a sua prole sobre a dívida que o Brasil tem com as pessoas negras, em razão da escravidão, do preconceito e do racismo. Sendo assim, esse desconhecimento presente nos indivíduos, causa repúdio e ódio às cotas.
Ademais, é importante destacar que as poucas políticas do Governo destinadas a alunos de escola pública é uma das causas do assunto em questão. Sob essa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim defende que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Nessa conjuntura, a Lei de Cotas deve ser ampliada pelo Estado, de modo a oferecer pelo menos 80% das vagas aos alunos de escolas públicas, em função de aumentar a inclusão e ascensão social. Todavia, a população não é coesa, por causa das poucas medidas democráticas.
Infere-se, portanto, que ações são necessárias para combater tais impasses. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escola, elaborar palestras a envolver pais e alunos, em prol de ensiná-los que as vagas reservadas aos cotistas têm a finalidade de aumentar a participação destes sujeitos no meio social, devido as suas limitações econômicas e preconceitos. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar a Lei de Cotas do Código Penal para ampliar as cotas dos estudantes de escolas públicas, em benefício deles ocuparem 80% da vagas nas universidades públicas e, dessa maneira, contribuir com a equidade dos brasileiros.