Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 26/11/2020

No Brasil, infelizmente muitos jovens negros não tem a oportunidade de ingressar em um curso superior. Isso é uma afronta ao sistema democrático, afinal  o acesso à educação é um direito assegurado pelo Artigo 6° da Constituição de 1989. Logo, o sistema de seleção deve ser reavaliado.

Essa condição é um legado do regime escravocrata. Afinal, após a lei Áurea não houve uma preocupação das unidades governamentais em inserir os afro-brasileiros na sociedade de maneira que seu estilo de vida abarcasse o mínimo necessário para a sobrevivência. Em função disso, a condição de vida desses indivíduos e de seus descendentes sempre foram precárias, cenário esse que prevalece nos dias atuais. Pois a maior parta das pessoas com baixa renda descendem dessas pessoas.

Além disso, o descaso com a educação básica nas escolas públicas contribui para alavancar a desigualdade. Um aluno inserido nesse contexto muitas vezes  estuda com uma metodologia, assiste aula com professores que não  possuem a devida valorização e muitas vezes o estabelecimento não recebe a devida manutenção. Em contrapartida, os alunos de escolas particulares estudam com materiais da melhor qualidade com atividades curriculares vinculadas à tecnologia e possuem uma interação maior com os temas abordados em sala de aula.

Portanto, é necessário que o sistema de educação passe por ajustes.  A curto prazo, o sistema de cotas pode reparar essa desigualdade. Afinal, ele possibilita um aumento das oportunidade dos alunos com menos recurso de fazer um curso superior. Contudo, essa medida não deve ser permanente. É vital que haja uma reforma na educação pública. Cabe ao MEC. por meio de novos métodos de educação, incentivo à pesquisa e com a adesão atividades interdisciplinares promover um aumento na qualidade do ensino. Somente assim o direito à educação será assegurado.