Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 27/11/2020
O Trabalho das Cotas
A lei federal que implementou o sistema de cotas em faculdades em 2012 tem como objetivo melhorar a qualidade de vida de minorias sociais, a exemplo dos negros, a partir da inclusão do grupo na universidade.O resultado satisfatório dessa decisão é vista de forma teórica e prática por promover a inclusão minoritária no ensino superior e em outros setores sociais.
Tal afirmação se deve pelo notório crescimento de exigências como diploma universitário para ocupar vagas de emprego, o que é muito divulgado em mídias como o Facebook e Instagram por usuários diversos e até mesmo empregadores.Ao considerar que a empregabilidade é uma das maneiras de melhorar a qualidade de vida e que há um aumento de vagas que necessitam de um curso superior, é evidente que, teoricamente, as cotas permitem a inclusão de minorias sociais em universidades e setores variados da sociedade, como o mercado de trabalho.
Ademais, o resultado do sistema cotista já é visto na prática.Desde 2012, instituições como a Universidade de São Paulo divulgam dados sobre o aumento do números de estudantes negros, o que é um efeito direto da lei citada anteriormente.Também é interessante analisar que dados divulgados pela Mídia Ninja mostram um crescimento dessa minoria no mercado de trabalho, sobretudo em cargos de préstigio.Essa realidade mostra que a inclusão derivada das cotas é efetiva e promove a possibilidade de melhores condições sociais e por isso, devem ser ampliadas.
Assim, para aumentar a inclusão por meio de cotas, é necessário que o Presidente do Brasil, por meio de uma emenda a legislação das cotas, promova a criação de cotas para outras minorias, como a população transsexual, para que outras minorias também tenham mais chances de serem incluidas no ensino superior e, posteriormente, no mercado de trabalho.