Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?

Enviada em 27/11/2020

As cotas raciais foram reconhecidas em agosto de 2012, foi uma medida efetivada para tentar combater o racismo e a falta de oportunidades nas escolas, as cotas destinam aos negros pelo menos 50% das vagas nas universidades públicas, mas uma pesquisa feita pelo IBGE em novembro de 2019 mostrou que as universidades tem um número maior de negros (especificamente 50,3%) do que brancos.

Posso dizer com clareza que as cotas raciais foram sim importantes para  a sociedade de um modo geral há um tempo atrás. Porém hoje em dia podemos ver que a prática só aumenta a discriminação para os grupos mais vulneráveis da sociedade, já que muitas pessoas que entram em escolas por meio de cotas raciais são colocadas como menos inteligentes do que outras que entrarem pelo método comum. Causando assim uma segregação racial em que a sala fica dividida entre negros e brancos, e além disso não tem como saber quem realmente é negro e quem é realmente branco, já que o povo brasileiro é muito miscigenado por conta dos altos índices de imigrantes de diversas localidades migrarem para cá.

Uma proposta que seria mais eficiente para dar mais oportunidades a pessoas menos favorecidas da sociedade: como negros e pobres, seria implantar programas de reforço escolar em comunidades carentes com professores qualificados, fazer investimentos na educação pública, principalmente nos primeiros anos escolares, colocar um ensino divertido para as crianças serem atraídas, se interessarem pela escola e começarem a estudar por conta própria, ampliando o conhecimento de cada um. E além disso, criar programas que ensinem efetivamente os alunos do Ensino Médio de escolas públicas a como encarar o vestibular e também como enfrentar a faculdade, essas medidas geram mais oportunidades efetivas para as minorias sociais e além de simplesmente ajudarem o aluno a entrarem na faculdade, o ajudam também a terem uma boa nota no Vestibular e ter um bom desempenho na faculdade que for de sua escolha.