Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 27/11/2020
Entre vários fatores que permeiam a sociedade atualmente, está a cota nas universidades. Diante disso, é inevitável relacionar a pauta como consequência de uma sociedade marcada pelo preconceito e invisibilidade negra, o que gera uma complexa dúvida em relação aos benefícios das cotas nas universidades.
Contudo, é necessário evidenciar a frase do músico Caetano Veloso, “Narciso acha feio o que não é espelho”. Nesse viés, é indispensável interligar a abolição da escravidão em 1888 com o tema, após o ocorrido não houve nenhum ato de integração dos indivíduos perante a sociedade, foram esquecidos em praticamente todos âmbitos sociais, o que acarretou um problema vigente. Com isso, é importante ressaltar que mesmo após 132 anos da abolição da escravidão, ainda é preciso haver cotas para a inclusão da população negra na faculdade.
Por outro lado, outro fator pertinente é a invisibilidade negra. Segundo o filósofo Kant, o homem é o resultado da educação que teve, ou seja, se há um impasse social, existe um embasamento educacional. Na série norte americana Grey’s Anatomy relata o convívio de medícos dentro de um hospital, e apenas dois personagens são negros, o que gera a idéia de que poucos cidadãos negros conseguiram participar de uma universidade. Logo, interpretar as cotas nas universidades como uma forma de integração da sociedade nos meios educacionais, é enxergar as dificuldades sociais além de uma perspectiva subjetiva.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação e a Mídia, traga uma definição do tema abordado, por meio de debates, palestras, aulas propagandas, entre outros. Com a finalidade de uma melhor interpretação dos benefícios das cotas nas universidades, e posteriormente poderá consolidar-se uma sociedade melhor.