Cota nas universidades: Inclusão ou retrocesso?
Enviada em 30/11/2020
No ano de 1888, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea abolindo definitivamente a escravidão no Brasil. Entretanto, a coroa não se importou em inserir os negros na sociedade para viverem como cidadãos comuns. Nesse contexto, muitas pessoas foram marginalizadas durante anos e, atualmente, houve a criação de ações afirmativas, dentre elas as cotas, que servem como inclusão dessas pessoas nas universidades públicas do país.
Em primeira análise, é evidente como a democracia racial é uma ideologia. Nos anos 50, a Unesco elaborou um estudo para verificar quais países tinham uma democracia racial ativa. Muitos Estados achavam que o Brasil não sofria com o racismo, visto que o país é miscigenado. No entanto, chegaram a conclusão que o Brasil é o país mais racista do mundo, assim como afirma o Presidente do Conselho do Fundo Baobá, Hélio Santos. Com isso, o preconceito em contratar negros só aumentou e a sua classificação profissional só diminuiu.
Em segunda análise, é notória como a falta de investimento na educação básica em redes públicas prejudica muitos jovens ao tentarem entrar em uma universidade federal. Segundo o site Gazeta do Povo, o Brasil gasta certa de US$ 4 mil dólares anuais por estudante, número muito menor que o proposto pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é em média US$9,5 mil dólares anuais. Dessa maneira, a falta de investimento na rede básica de ensino, prejudica o ingresso de jovens em universidades públicas.
Portanto, medidas são necessárias para a manutenção da inclusão de negros em redes públicas de ensino. Desse modo, o Governo Federal deve promover à população, o investimento no programa de cotas e o alicerce no ensino básico, além de fazer campanhas contra o racismo e a explicação da importância desse sistema, por meio de palestras em escolas e em locais públicos, para que o ingresso de jovens negros em universidades possam aumentar. Somente assim, as grandes comunidades marginalizadas poderão ter acesso à educação e terão melhores oportunidades de vida.